quarta-feira, 29 de abril de 2015

As reformas- Poiares Maduro - VERGONHA

INDECOROSO
Especialmente dedicada ao "sr ministro" Poiares  Maduro (ex-drogado anónimo?) pelas suas "brilhantes" declarações proferidas em 05/02/2014, acerca da sustentabilidade das reformas...
VERGONHA é comparar a Reforma de um Deputado com a de uma Viúva.
VERGONHA é um Cidadão ter que descontar 40 ou mais anos para receber Reforma e aos Deputados bastarem somente 3 ou 6 anos conforme o caso e que aos membros do Governo para cobrar a Pensão Máxima só precisam do Juramento de Posse.
VERGONHA é que os Deputados sejam os únicos Trabalhadores (???) deste País que estão Isentos de 1/3 do seu salário em IRS…e reformarem-se com 100% enquanto os trabalhadores se reformam na base de 80%...
VERGONHA é pôr na Administração milhares de Assessores (leia-se Amigalhaços) com Salários que desejariam os Técnicos Mais Qualificados.
VERGONHA é a enorme quantidade de Dinheiro destinado a apoiar os Partidos, aprovados pelos mesmos Políticos que vivem deles.
VERGONHA é que a um Político não se exija a mínima prova de Capacidade para exercer o Cargo (e não falamos em Intelectual ou Cultural).
VERGONHA é o custo que representa para os Contribuintes a sua Comida, Carros Oficiais, Motoristas, Viagens (sempre em 1ª Classe), Cartões de Crédito.
VERGONHA é que s. exas. tenham quase 5 meses de Férias ao Ano (48 dias no Natal, uns 17 na Semana Santa mesmo que muitos se declarem não religiosos, e uns 82 dias no Verão).
VERGONHA é s. exas. quando cessam um Cargo manterem 80% do Salário durante 18 meses.
VERGONHA é que ex-Ministros, ex-Secretários de Estado e Altos Cargos da Política quando cessam são os únicos Cidadãos deste País que podem legalmente acumular 2 Salários do Erário Público.
VERGONHA é que se utilizem os Meios de Comunicação Social para transmitir à Sociedade que os Funcionários só representam encargos para os Bolsos dos Contribuintes.
VERGONHA é ter Residência em Sintra e Cobrar Ajudas de Custo pela deslocação à Capital porque dizem viver em outra Cidade.
Esta deveria ser uma dessas correntes que não deveriam romper-se pois só nós podemos remediar TUDO ISTO.
ALÉM DISSO, SERÁ UMA VERGONHA SE NÃO REENVIAREM.



Expresso Curto de 29 de Abril 2015

Expresso
Bom dia, já leu o Expresso CurtoBom dia, este é o seu Expresso Curto
Ricardo Costa
HOJE POR RICARDO COSTA
Diretor
 
29 de Abril de 2015
 
O melhor é tirar senha para a máquina do café
 
Este Expresso Curto não começa pelo que já foi, mas pelo que há de ser. É que o dia de hoje tem uma agenda muito recheada, daqueles com direito a muitos cafés.
Para começar, é dia de Sampaio da Nóvoa. Ao final da tarde, noTeatro da Trindade, e com os telejornais à bica, o quase-candidato passa a candidato, ocupando o espaço à esquerda. Se ocupa pouco, algum ou muito espaço vamos ver ao longo dos próximos meses, mas um olhar treinado sobre o “quem é quem” da plateia do Teatro lisboeta já vai dar para perceber a dimensão da candidatura e, sobretudo, se o PS ainda pode recuar no óbvio apoio dado ao candidato. Ontem, neste artigo do Expresso Diário (que pode ler na íntegra), a equipa de política do Expresso já antecipava quem ia lá estar. Com Soares quase confirmado, Jorge Sampaiopossivelmente a caminho e Eanes em forma de mensagem posterior, a candidatura pode nascer abençoada por três ex-Presidentes.
Já depois do jantar, PSD e CDS reúnem nos seus quartéis-generais para discutir a coligação anunciada no sábado. Não se prevê grande contestação, bem pelo contrário. A Ângela Silva e o Filipe Santos Costa já explicaram porquê neste texto do Expresso. Ontem, eu mesmo escrevi sobre isto em O CDS escapou ao abraço de urso. Os tempos na coligação não são de desconfiança mútua, mas, acima de tudo, de cerco ao plano macroeconómico do PS.
Mas o dia começa logo com a votação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito à implosão do BES e GES. Apesar das diferenças partidárias, os deputados conseguiram um bom texto comum e PSD e PS vão votar de acordo em tudo, que é tão raro que merece esta frase. Ontem a SIC antecipou que o relatório final diz que o Banco de Portugal teve uma postura permissiva e objetivamente pouco eficaz. O documento assinala que o regulador foi excessivamente prudente e podia ter agido de forma mais assertiva. Pois… 
Logo a seguir, vale a pena seguir os acontecimentos na TAP. É que apesar da greve se manter depois de reuniões de pilotos  que duraram noite dentro, há cada vez mais trabalhadores contra a greve dos pilotos e que prometem discutir o assunto perto da hora do almoço.Os pilotos estão a ficar muito isolados, mas para já a greve mantém-se.
Já depois de almoço, a célebre lista de abusadores de menores – que levou a uma acesa troca de argumentos entre o Expresso e a ministra da Justiça (que, já agora, continua sem mostrar em que estudos ou dados se baseou para fazer esta lei…) – é debatida no Parlamento. O tema faz manchete do Diário de Notícias e doPúblico, com notícias complicadas para o projeto do governo. No DN, a Procuradora-Geral da República quer que os condenados cujos nomes venham a constar da base de dados de pedófilos possam pedir a um juiz que sejam retirados. No Público, é a vez da Comissão Nacional da Proteção de Dados arrasar o texto, dizendo que viola vários artigos da Constituição e também outras leis, promove a estigmatização e a exclusão social, ameaça os valores da segurança, ordem e tranquilidade públicas. Vamos ver o que a combativa ministra tem para dizer sobre este polémico e sensível tema.

OUTRAS NOTÍCIASSabe o que é o Uber? Pois, se nunca usou em Lisboa ou Porto, arrisca-se a já só poder testar o inovador serviço de transportes em cidades estrangeiras. É que um Tribunal de Lisboa deu razão a uma providência cautelar da Antral, a associação das empresas de táxis, e proibiu o Uber de operar em Portugal. A decisão "tem efeitos imediatos", mas é passível de recurso. O gestores do Uberestranham a proibição e dizem que não foram sequer notificada.

Vamos ao resto do mundo, onde os temas fortes não faltam. Os relatos do Nepal continuam a ser dramáticos ("Nas aldeias ficam acordados com paus, nos hospitais é com uísque que se desinfeta") e o impressionante número de mortos começa a dar lugar a uma catástrofe humanitária. O Guardian tem um excelente artigo onde explica que o êxodo de Katmandu pode atingir um décimo da população da capital.

A noite foi um pouco mais calma em Baltimore, nos EUA, com o recolher obrigatório decretado e a Guarda Nacional estacionada na cidade. Os protestos pela morte de – mais um – jovem negro às mãos da polícia tinha deixado a cidade em desordem absoluta. Esta noite houve dez detenções, mas sobretudo de quem desafiou o recolher e as autoridades.

Na Arábia Saudita o poder deu uma grande volta, com o Rei Salman a afastar o seu meio-irmão do lugar de príncipe herdeiro e a passar essa apetecível pasta a um sobrinho, que ocupa o cargo de ministro do Interior. A reviravolta política está a ter grande destaque esta manhã na imprensa internacional. Pode ler este texto do Guardian.

Na Nigéria, na sequência de uma operação de resgate levada a cabo pelas forças armadas, para destruir acampamentos controlados por membros do grupo terrorista Boko Haram, foram encontradas na floresta de Sambisa 200 jovens e 93 mulheres. Uma boa notícia, para variar.

E como nem tudo o que luz na net é ouro, hoje há um trambolhão para assinalar. O twitter – plafatorma onde eu dou sinais regulares de vida em @rcosta_expresso – apresentou ontem resultados financeiros dececionantes e as ações caíram logo 18%...

Já agora, vale a pena olhar para este título da revista americana Sports Illustrated: "Congrats to the newest Victoria's Secret Angel, Sara Sampaio!". Isso mesmo, a nossa Sara Sampaio é um dos novos anjos da Victoria’s Secret.

FRASES"Será perguntar demais em que país foi praticado o crime de que me acusam?". José Sócrates, ex-primeiro-ministro, numa carta enviada a António Campos e divulgada pela SIC, que pode ser lida aqui na íntegra..

"Sampaio da Nóvoa é muito melhor do que têm dito". Pedro Santana Lopes, comentador político, ontem à noite na SIC Notícias

"Portugal está a tornar-se uma colónia financeira do petróleo angolano e Lisboa uma plataforma para a classe alta angolana em ascensão". Paul Ames, na edição de ontem do jornal digital Politico

O QUE EU ANDO A LERUma das revistas que explica as tecnologias como poucas e que o faz com estilo, qualidade gráfica e excelentes textos. O mais recente número darevista Wired merece largos minutos de atenção. O número leva o título The next list e pode ser antecipado neste texto e neste curto vídeo. Pois bem, esta edição troca a habitual obsessão das revistas de negócios por CEO’s, gurus e empreendedores, para nos mostrar os heróis invisíveis que estão a fazer a verdadeira revolução digital.  "Você não os conhece, mas conhece o trabalho deles", é assim que começa o trabalho. E depois conta-nos quem são as pessoas por detrás do futuro do Twitter, Google ou Facebook, quem é oImran Khan, o génio financeiro que saiu do Crédit Suisse parafazer explodir o Snapchat, ou o americano que trocou a Google pelos chineses da Xiaomi, como vai evoluir a realidade virtual, a prevenção do cancro ou como a Amazon e a Netflix lutam pela primazia na ficção em TV. E por aí fora… São páginas muito boas e que nos dizem muito sobre os nossos tempos.

Resta-me desejar bom dia e lembrar que vamos estar sempre atentos ao mundo no Expresso Online e que ao fim da tarde temos pronto o Expresso Diário, com toda a atualidade bem explicada e opinião em primeira mão. É só usar o código que está na capa da Revista. Saiba como aqui.
Amanhã é a vez do Miguel Cadete tirar o Expresso Curto, sendo que o autor por vezes arrisca em textos com laivos psicadélicos. É um homem do rock’n roll.
 

terça-feira, 28 de abril de 2015

Expresso Curto - Obs do Blog: Uma forma fácil e rápida de tomar conhecimento do que se passa a nível nacional e mundial.

Expresso
Bom dia, já leu o Expresso CurtoBom dia, este é o seu Expresso Curto
Bernardo Ferrão
HOJE POR BERNARDO FERRÃO
Editor
 
28 de Abril de 2015
 
Varoufakis está fora. Acabaram os contos de crianças?
 
“Eles são unânimes no seu ódio em relação a mim; e eu dou as boas vindas a esse ódio”
Este é o último tweet de Yanis Varoufakis na sua conta pessoal. Trata-se de uma citação de Franklin Roosevelt (1936), e foi escrito pelo ministro das finanças grego depois do Eurogrupo de sexta-feira, em Riga, onde as negociações falharam uma vez mais. O ambiente foi escaldante. Pegou fogo mesmo. Os relatos do encontro falam da fúria dos ministros com o grego. A Bloomberg refere que Varoufakis foi acusado de ser “uma perda de tempo, um jogador e um amador”.Razão: continua a não existir um acordo sobre uma lista de reformas a aplicar pelo Governo grego.

É neste contexto que Alexis Tsipras se vê obrigado a afastar Varoufakis da equipa que negoceia com os credores oficiais. Não o demite (ainda não teve força?, perguntam alguns analistas), mas com esta remodelação, o PM grego retira protagonismo e poder a Varoufakis. A equipa grega passa a ser coordenada pelo ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros, um discreto (e sublinhe-se o discreto) economista que é bem visto pelos credores. Ou seja Tsipras, claramente pressionado (sem dinheiro e sem tempo) teve de alterar a estratégia: ao retirar o “apoio formal” ao seu ministro pop-star, marginaliza-o e opta por um caminho mais moderado. Como escreve o Financial Times, a despromoção de Varoufakis é um claro sinal de que Tsipras percebeu que não há volta a dar. A Grécia tem de fazer concessões, como, aliás, já declarou o novo responsável da equipa grega: “Nós aceitamos que não se pode ter tudo”. Os mercados rejubilaram. A Comissão Europeia também. As taxas de juro caíram. E a Bolsa de Atenas entusiasmou-se.

Chegaram ao fim os contos de crianças? O futuro próximo o dirá. Mas… deixe-me desviar-lhe o olhar. A morte está outra vez na abertura dos noticiários das televisões. Que mundo este que todos os dias nos confronta com a tragédia.

O vídeo chega-nos sem som. Mas quem precisa de som quando o que se vê já é tão aterrador? No Nepal, onde o teto do mundo desabou, a esta hora (7 da manhã) já se contam mais de 4.400 mortos, 6.500 feridos, 100 mil sem casa. O PM nepalês diz que o número de mortos pode chegar aos 10 mil. As imagens, sem som, de um drone que sobrevoou a área destruída dão-nos a real dimensão do que aconteceu. Assim como este vídeo de um turista que filmou omomento do abalo. Ou este. Medo! No online do Expressoacompanhamos de perto as horas dramáticas que se vivem em Katmandu. A capital está agora cheia de tendas, aos poucos chegamdonativos, ajudas materiais e equipas de busca e salvamento. Mas muitos, fartos de esperar, começaram a fugir para as planícies. Falta comida, medicamentos, apoio especializado e sacos para os cadáveres. A ONU estima que há 8 milhões de afetados pelo abalo de magnitude 7.8. Do Evereste foram já retirados cerca de 300 alpinistas, mas há ainda muitos desaparecidos. Um dos sobreviventes da avalanche relata como foi estar frente a uma montanha em movimento “sem ter para onde fugir”. Foi tudo arrasado... Alguns dos monumentos mais importantes da região estão destruídos (a torre Dharahara e o tempo de Kasthamandap). Nas fotos de satélite da BBC vemos Katmandu num impressionante antes e o depois.

Agora vamos à política nacional. E às 29 perguntas/dúvidas (estão todas aqui), sobre o cenário macroeconómico do PS, que o PSD enviou esta noite para o largo do Rato. No documento, Marco António Costa propõe que os socialistas submetam as suas contas “desde logo à Unidade Técnica de Apoio Orçamental, mas também eventualmente ao Conselho de Finanças Públicas”. “É o PSD já portar-se como partido da oposição”, disse Eurico Brilhante Dias do PS sobre este “número do PSD” que só pretende “desviar as atenções”. Do outro lado mesa, no frente-a-frente da SIC Notícias, o social-democrata José Eduardo Martins acrescentou: “É um momento da campanha eleitoral que vamos viver até outubro”. 
A notíca desta carta surge no dia em que o Expresso Diário revelou que o PSD e o CDS aceleraram a coligação depois do plano de Costa. Nervosos?

OUTRAS NOTÍCIAS
Agora que estão decretados os serviços mínimos para a greve da TAP,Passos Coelho diz esperar que a paralisação não impeça a privatização da empresa. O JN escreve que as greves na TAP já deram prejuízo de 343 milhões. E que desde 2007 já houve 55 dias de paralisação.

O Fisco está a suspender os reembolsos de IVA por falhas no e-factura. O Negócios conta que mesmo quando a falha é dos seus fornecedores, as empresas ficam sem o dinheiro, até descobrirem o problema.

Depois da bronca da semana passada com o projeto de lei para a cobertura das campanhas do PSD-CDS e PS, o assunto volta à agenda. A Plataforma dos Media Privados é hoje recebida por Cavaco Silva. O encontro foi pedido na semana passada. Mas entretanto a lei morreu. Haverá outra?

Em Baltimore, nos EUA, a noite foi de violência. Foi declarado oestado de emergência com os militares na rua. Depois do funeral de um jovem negro que morreu quando estava detido, seguiram-se os protestos e os confrontos violentos. Há sete feridos graves entre polícias.

O Messenger do Facebook vai permitir fazer chamadas de vídeo(tal como já acontece com o Skype ou o FaceTime). A nova funcionalidade foi agora anunciada e a Reuters diz que Portugal está entre os países que vão poder usá-la (embora ainda não a encontre no meu telemóvel...). Outra das novidades que está também pensada é usar a aplicação para enviar dinheiro (começa a ficar sem desculpas para o 'crava' do seu filho).

FRASES
“Não sou candidato a nada”, José Eduardo Martins do PSD, na SIC Notícias. O seu nome já foi falado para o pós-Passos mas não especificou a que eleições se referia. Sobre o acordo de coligação disse na Renascença: "O CDS fez um belo negócio".

"O nosso sistema eleitoral privilegia a soma de votos em coligações pré-eleitorais e, portanto, isso torna mais fácil atingir uma maioria absoluta. É esse o objetivo que temos. O objetivo não é unir fraquezas, é o de unir forças", Passos Coelho sobre o anúncio da coligação.

“Parece que pode ser mais um passo para gastar primeiro e arranjar depois dinheiro para pagar”, Marinho e Pinto, ao Observador, sobre o plano do PS.

O QUE ANDO A LER
Este fim de semana, no tradicional jantar anual dos correspondentes na Casa Branca, Barack Obama não desiludiu no humor. Brincou com a mulher, com o vice Joe Biden, e com a democrata Hilary Clinton, a favorita para ocupar o seu lugar. Vale a pena espreitar o video.Mas se à mesa houve gargalhada com fartura, o dia-a-dia destes correspondentes da White House parece bem mais cinzento. É o que mostra este oportuno estudo do Politico. Pelo segundo ano consecutivo a revista ouviu os 70 jornalistas da Casa Brancasobre o trabalho que por lá se faz (ou se consegue fazer) e estas são algumas das respostas: “É só estratégia, exagero e spin”. “É apertado e sem janelas”. “É do mais limitativo”. “Está tudo fechado”. Mas há mais. Na análise agregada às respostas de todos os correspondentes, as conclusões são surpreendentes.

No segundo mandato, Obama foi pouco aberto à imprensa, aliás, ele e a mulher, Michelle, não gostam muito de jornalistas.

Obama não gosta da imprensa?
Falso: 14 (respostas)
Verdadeiro: 51

A primeira-dama Michelle Obama não gosta da imprensa?
Falso: 13 (respostas)
Verdadeiro: 50

Outro resultado que surpreende é que 63% dos correspondentes nunca questionaram diretamente o Presidente Obama numa conferência de imprensa. E 80% nunca o entrevistou sozinho.

Noutra votação, os correspondentes que fizeram a cobertura de várias administrações consideram que Bill Clinton (com 33%) foi o mais amigo da imprensa. E que Obama foi o menos “press friendly” (65%).

No que toca aos processos mais mediáticos da administração Obama. Os correspondentes dizem que o caso mais exagerado (“over-hyped”) pela Casa Branca, supõe-se, foi o Obamacare (a nova lei de Saúde). E que o mais escondido, ou disfarçado, é o da guerra contra o terror (Obama’s war on terror).

Os jornalistas correspondentes já fazem as suas apostas para as próximas eleições. Hilary Clinton é escolhida por 63% e Jeb Bush por 21%. Os outros estão entre os 2% e os 4%.

Para terminar (mas há muito mais para ver), quando se pergunta com quem gostariam de ir beber uma cerveja-off-the-record, 15 respondem Obama, 12 preferem Joe Biden e 10 escolhem Bill Clinton.

Depois de ler este trabalho dei por mim a pensar como seria se o fizéssemos com os jornalistas e editores que acompanham a presidência de Cavaco Silva. Como responderiam sobre a relação do Presidente com os media?  Ou qual consideram ser o caso mais complicado de Cavaco Silva? Enfim, é só uma ideia... Pode ser que ainda a veja numa das próximas edições do Diário ou do Semanário.

Por hoje fico por aqui. Amanhã o curto é do Ricardo Costa. 
Às 18h00 temos Expresso Diário e como sempre estamos emexpresso.sapo.pt.

Até à próxima. Fique bem.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Foto de JRS CAPELLA (IMO: 9329564, MMSI: 212339000, Indicativo de Chamada: 5BER4) tirado por hcayolla - ID do foto: 969923 - FleetMon.com

Foto de JRS CAPELLA (IMO: 9329564, MMSI: 212339000, Indicativo de Chamada: 5BER4) tirado por hcayolla - ID do foto: 969923 - FleetMon.com

RUMO DA SNRª DA GUIA - ShipSpotting.com - Ship Photos and Ship Tracker













RUMO DA SNRª DA GUIA - ShipSpotting.com - Ship Photos and Ship Tracker

Expresso Curto

Expresso
Bom dia, já leu o Expresso CurtoBom dia, este é o seu Expresso Curto
27 de Abril de 2015
 
Lopetegui: Diz o meu nome, Jesus. Di-lo!
 
Tenho uma teoria:

Às tantas, depois das más experiências com Maicon e Kelvin, Jorge Jesus lá compreendeu a lógica da coisa: os campeonatos ganham-se contra os pequenos e perdem-se contra os grandes.

E então decidiu que o seu Benfica teria duas caras e que essas duas caras corresponderiam a duas ideias tão diferentes como o ataque e a defesa. A equipa que acelera, que não se importa de errar, que dá espectáculo e que goleia os que pode golear; e a equipa que trava, que joga no erro, que aborrece e que não sofre golos de quem não pode sofrer. Luminosa nuns dias, sombria noutros. O Dr. Jekyll. E o Mr. Hyde.

Ontem foi dia de Mr. Hyde: num dos clássicos mais chatos de que há memória, Benfica e FC Porto dividiram o meio-campo na primeira-parte, a ver qual deles queria mais que o outro não jogasse – porque nenhum dos dois procurou jogar. E, na segunda-parte, quando Lopetegui tentou esticar um bocadinho a corda, com Herrera e Quaresma, Jesus puxou o travão de mão e fez entrar Fejsa para segurar um pontinho e a vantagem de três (que são quatro) na Liga.

Para a história do jogo fica o bate-boca entre o português e o espanholque Lopetegui não comentou e que Jesus mandou “seguir para bingo”. Eles não disseram o que foi dito nem em que língua foi dito. O Correio da Manhã escreve que Lopetegui ameaçou Jesus com um “puñetazo” por este trocar os ‘pês’ pelos ‘tês’  – a rábula do Lotopegui. E Luís Franco Bastos tem a sua versão - é bilingue, inclui oDoctor Shepherd e um adeus.

E “goodbye” era o que José Mourinho podia ter dito a Arsène Wenger – não o disse, mas disse coisas piores. “O Chelsea é aborrecido? Aborrecido é estar 10 anos sem ganhar um título.” Pois, imagino que seja. O Chelsea de Mourinho, uma versão 6.0 do Dr. Jekyll e Mr. Hyde de JJ, foi ao Emirates com seis médios e zero pontas-de-lança etrouxe de lá um 0-0 que mantém os blues com 10 pontos de avanço sobre o Arsenal. A Premier League quase, quase entregue a uma equipa cheia, cheia de cinismo.

Mas nem tudo é ruim.

Na Alemanha, mora a equipa que joga sempre da mesma forma e normalmente fá-lo bem, desde que Dante não escorregue em cascas de banana imaginárias. O Bayern de Munique conquistou a sua 25ª Bundelisga e Guardiola o seu quinto título de campeão nacional em seis épocas: três pelo Barcelona, dois pelo Bayern.

OUTRAS NOTÍCIAS
A terra tremeu a 7.8 na escala de Richter e engoliu e esmagou a vida de 3.200 pessoas no Nepal. E na Índia. E no Bangladesh. E no Tibete. E no Monte Evereste. Leio no Wall Street Journal que isto estava previsto desde 1934, o ano em que pela última vez se tinham aberto fracturas no chão em forma de feridas profundas e incicatrizáveis. É que este lugar é um acidente à espera de acontecer desde que a Índia deixou de ser uma ilha quando chocou na Euroásia há 50 milhões e anos. Os terramotos vão continuar e demografia e a má construção civil são as cartas que completam o castelo que inevitavelmente ruirá pela base se nada se fizer.^

O que deve ser feito, segundo Bank-Ki-Moon, é evitar que às tragédias dos migrantes que cruzam os mares para chegar ao Velho Continente se somem tragédias pelo uso da força para os impedir. O secretário-geral da ONU chega hoje a Itália para se juntar ao primeiro-ministro Matteo Renzi num acto de solidariedade pelos 800 mortos no Mediterrâneo do passado dia 19. A palavra-chave é: compromisso.

Mas para que haja entendimento é preciso contacto e este pode ser esporádico ou diário - depende do problema em mãos. No caso daGrécia vs. Alemanha vs. Eurogrupo, o melhor é trocar números de telefone e falar. E falar outra vez. Tsipras e Merkel decidiram estreitar laços porque a reunião do Eurogrupo em Riga correu mal para os lados gregos - e Varoufakis foi chamado de chico-esperto. A Lua-de-Mel da Grécia com a Europa começou e acabou no mesmo dia: o das eleições.

É que o casamento é um compromisso mesmo aquele que é celebrado e mantido por conveniência. Foi António Costa que o disse sobre o anúncio da coligação PSD/CSD-PP do dia 25 de abril à noite.Jerónimo de Sousa falou em insultos; Catarina Martins em não-assuntos. Para os partidos da oposição, o problema esteve no conteúdo e na forma.

FRASES“FDR [Frank Roosevelt] 1936: ‘Eles são unânimes no seu ódio em relação a mim; e eu dou as boas vindas a esse ódio’. Uma citação que muito próxima do meu coração (e da realidade) nestes dias.” Yanis Varoufakis, o-que-gosta-de-ser-mal-amado, na sua conta no Twitterapós uma reunião com os ministros do Eurogrupo.

“Como foi possível passar pela cabeça [de PS, PSD e CDS], em vésperas do 25 de Abril, um esquema que se prestava à interpretação de uma censura prévia. Dá a sensação que a partidocracia, o poder dos partidos, vai tão longe, tão longe, tão longe, que eles têm medo da cobertura das campanhas eleitorais. Só faltava meter coronéis, como noutros tempos da censura”. Marcelo Rebelo Sousa e os tempos da outra senhora, nos comentários à TVI

“O PT acomodou-se. Eles não inventaram a corrupção, mas roubaram demais, exageraram e o seu projeto converteu-se num projeto de poder”. Carlos-‘agora-é-a-minha-vez’- Lupi, antigo ministro do Trabalho do PT brasileiro que se demitiu do cargo por indícios de corrupção… comprovados. Lupi acusa Dilma no caso Petrobras.

“Ted Cruz disse que negar a existência das alterações climáticas converteu-o num Galileu. Mas, na verdade, essa não é uma comparação que faça sentido: Galileu acreditava que a Terra gira à volta do sol. E Ted Cruz acredita que gira à volta de Ted Cruz”. Barack- ‘vou-dar-uma-mão-à-Hillary’-Obama, sobre o candidato à presidência republicano no jantar dos correspondentes da Casa Branca.

O QUE ANDO A LERÉ um livro estreitinho e curto mas dentro dele cabe a vida de Gabriel García Márquez. Chama-se assim: “Eu Não Venho Fazer Um discurso”. E isto foi o que ele disse aos seus colegas a 17 de novembro de 1944, aos 17 anos, quando terminou o secundário. Terá sido o primeiro discurso e está no primeiro texto desta obra (“A Academia Do Dever”) que reúne as suas intervenções públicas ao longo do tempo dele, que foi diferente do nosso.
Nestes discursos encontramos a piada e a irreverência e a capacidade para encaixar as suas histórias à medida de quem as ouve. E há passagens deliciosas, como esta, que nos remete para o “Cem Anos de Solidão”. 

Conta Gabriel García Márquez que tinha 590 páginas escritas “à máquina a dois espaços e em papel ordinário” para mandar por correio, do México a Buenos Aires, e que o custo do envio era 82 pesos – e ele e Mercedes, a mulher, só tinham “cinquenta e três”. Enviaram a segunda metade do livro julgando ser a primeira, o editor gostou tanto que lhes adiantou dinheiro para que lhe enviassem a primeira.Estava escrito algures que ia correr bem. “Foi assim que voltámos a nascer na nossa nova vida de hoje.”
Por hoje é tudo e amanhã não perca o Expresso Curto que voltará à normalidade depois do futebol. É o Bernardo Ferrão que o traz e com ele vem a política.

P.S. E como esta é uma manhã de segunda-feira, pegue no código daRevista E (saiba como aqui) e siga-nos no Expresso Diário nesta semana que será mais curta do que as outras.