Viva!
É tempo de lhe desejar um bom ano novo, já na certeza de que valerá a pena olhar para 2021 com um corajoso sorriso. É que chegámos aqui com o anúncio do fim do princípio desta pandemia. Aqui no Expresso fizemos uma página especial sobre o motivo dessa esperança, com tudo o que é preciso saber sobre a injeção mais desejada do ano. Sim, a vacina.
Ou melhor, as vacinas. E Portugal vai receber seis, daí termos acrescentado este outro texto onde lhe contamos o que já sabemos de cada uma.
Foi, não por acaso, um dos textos do último mês que mais novos assinantes trouxe para a nossa casa, a sua casa.
Aqui no Expresso falámos disso tudo: a primeira das duas mil cento e vinte cinco doses de esperança, a luz verde à vacina da Moderna, a segunda marca a ser autorizada na Europa, até as diferenças entre as duas que estão já, ou vão começar a ser administradas entre nós (uma pista: uma é mais barata e fácil de transportar, mas …).
Porém, enquanto o processo começa, recebemos o alerta para uma nova escalada de casos. Esta terceira vaga surge com cinco mil casos escondidos no “relaxamento do Natal - e já leva os hospitais a pedir ajuda urgente, por terem capacidade esgotada. E atenção a esta outra notícia que lhe trouxemos: a nova variante do SARS-CoV-2 em Portugal há um mês. Já sabe, mas reforço o apelo: todo o cuidado é pouco.
Enquanto lhe escrevo esta carta, o fecho geral do país pode estar por dias - e António Costa procura apoio político para a que pode ser a fase mais difícil de todas.
Neste cenário, até as eleições presidenciais serão atingidas. Esta semana, no Expresso, escrevemos que o pico da pandemia matou as campanhas, limitando fortemente as iniciativas dos candidatos. E nem o novo “voto porta a porta” será solução, quando não há uma campanha para o promover, quando ninguém sabe quantos eleitores votam em casa.
Porque o nosso papel também é esse, decidimos fazer um guia para votar com segurança, que teremos online numa versão interativa até ao dia das eleições para saber os três modos de votar e como se processam. Porque é essencial estar de boa saúde, mas também é essencial dar vida à nossa democracia.
Pelo mesmo motivo decidimos desta vez seguir todos os debates das presidenciais (os 27), e dar notas aos principais - recorrendo a 17 comentadores do Expresso e da SIC, que têm dado notas a cada um. Na quinta-feira, o balanço era este: Marcelo lidera, Ana Gomes segue-se, Mayan surpreende, Marisa desilude. (No link encontrará cada um dos textos para os debates, incluindo o quente e muito seguido Marcelo-Ventura).
Durante este último mês, contámos-lhe muito mais. Infelizmente, tivemos de descrever o dia em que a democracia norte-americana foi invadida, assim como o que se seguiu: as imagens que nunca imaginámos ver, também a votação no Congresso, as objeções e uma ironia na certificação (último capítulo que antecedeu a tomada de posse de Biden). Ou a perspetiva do que o futuro reserva a Trump e à América. É que a América não está livre de Trump 2.0.
Estes foram também os dias em que nos despedimos de Carlos do Carmo com um até breve, até já, até sempre, assim como de um enorme fazedor de objetos de arte: João Cutileiro. Despedimo-nos também de alguém que guardava em si a alma de Portugal, como tão bem demonstrou a sublime homilia de Tolentino Mendonça na missa de corpo presente do filósofo Eduardo Lourenço.
Aqui, no Expresso, a Clara Ferreira Alves deu-lhe um nome: o homem das luzes.
Mas este também foi um mês de vida, em que dedicámos uma edição à palavra “Esperança”, neste texto personificada na bebé que nasceu infetada, no centenário que decidiu não morrer e na enfermeira que ainda quer cuidar de muita gente. “São símbolos de resistência na pandemia que nos amarra a todos”, como tão bem escreveu a nossa colega Joana Ascensão, na última edição do ano.
A primeira deste ano novo, essa, traz-lhe uma prenda: a revista que celebra os 48 anos desta sua casa, do Expresso. Coincidência: acontece no momento em que sorrimos com o maior crescimento de vendas, que juntando a subida em banca aos milhares de novos assinantes online, nos premiaram com o maior crescimento em circulação paga desde 1987.
A si, por isso, deixo-lhe este obrigado. Pela confiança. Pela companhia. Seguimos juntos.
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