quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Carta Aberta a António Costa - Partido Socialista



CARTA ABERTA A ANTÓNIO COSTA, SECRETÁRIO-GERAL DO PARTIDO SOCIALISTA.

Porto, 30 de Setembro de 2015

Já tencionava escrever-lhe esta carta antes das eleições, mas de hoje é que resolvi não
passar, ao ver na minha caixa de correio, a propósito das próximas eleições, um infomail seu que lá me fez chegar.
Certamente que já reparou que no início não o trato por Snr.,já que, por um lado, com a minha idade, podia ser seu Pai, e por outro lado, o uso de tal termo, pressupõe uma reverência e um respeito que por si não tenho.
Já a forma como me trata na circular em causa, CARO AMIGO, não a aceito, porque não sou seu amigo, nem caro.
Quanto ao teor da circular em causa, transcrevo algumas breves passagens, para depois as comentar:
1 – Nos últimos quatro anos de governação de direita, as famílias portuguesas perderam empregos, casas, sonhos,….e a esperança no futuro do país.
E porque esquece os anos de governação anteriores, orientados pelo seu amigo José, que lançaram o país num atoleiro, mesmo à beira da bancarrota? E, até pessoalmente,
não foi Secretário de Estado, e até Ministro de três pastas? Acha que está isento de culpas?
2 – Portugal precisa de um governo PS. Votar PS no próximo dia 4 é escolher um futuro melhor.
No PS acreditamos…No PS acreditamos….No PS acreditamos….
Em três parágrafos vai buscar esta frase para expor os seus pontos de vista.
Mas os portugueses que não sejam imbecilizados ou resignados, seus familiares ou dependentes de mordomias, é que não acreditam em si e no PS!
É preciso não ter vergonha na cara, para tão pouco tempo depois do sismo que provocaram no país, virem apresentar-se como candidatos a governantes!
No seu caso pessoal e no do seu partido, se houvesse uma noção da realidade, faziam uma travessia do deserto de 10 anos, e só depois, com pezinhos de lã, é que apareceriam!
3 – É tempo de confiança.
É nestes termos que termina a sua circular. Não, não é tempo de confiança!
É mas é tempo de desconfiança, nos portugueses das sua estirpe, que não olham a meios para alcançar o poder, hipnotizados pela glória pessoal, pela vaidade, pelas mordomias,
pela perspectiva de contactos com os políticos mais poderosos do mundo, etc, etc.
Ou quer convencer-nos que o seu objectivo é apenas servir o país e os seus cidadãos?
Não, Portugal, não precisa de uns políticos assim.

Isto é apenas uma achega do muito que haveria a dizer, sobre o mal que o PS fez ao país, e agora apresentar-se, angelicamente, como  salvador da pátria, mas isso daria para dois ou três livros.

Tenho dito


Henrique de Almeida Cayolla

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